Escrever faz bem à saúde

Há algumas décadas tem-se estudado os efeitos terapêuticos da escrita na saúde global das pessoas e tem-se verificado os impactos positivos que a escrita pode oferecer, bem como as contraindicações. De modo geral, verificamos que a prática regular da escrita pode possibilitar uma compreensão maior acerca daquilo que está se vivenciando e, consequentemente, a possibilidade de tomada de atitudes frente a isso. Mas vamos com calma… não se trata de qualquer escrita.

Para sentirmos os possíveis efeitos terapêuticos da escrita é preciso que se escreva sobre aquilo que dentro de nós grita. Como assim? Passamos por diversas situações na vida que muitas vezes nos deixam paralisados por não sabermos como lidar e o que fazer e vamos nos perdendo nas incompreensões e no mar de emoções que pode tomar conta de nós. É aí que a escrita se apresenta como uma possível ferramenta que possibilita:

1°) a expressão das nossas emoções. Quando jogamos no papel nossas emoções, mesmo que aparentemente de forma desorganizada, realizamos uma espécie de catarse, ou seja, liberamos aquilo que dentro de nós se acumulava.
Estudos mostraram que pessoas que realizaram a prática da escrita regularmente sobre uma situação que lhes causavam sofrimento tiveram efeitos benéficos na saúde como a diminuição do afeto negativo associado à situação estressante.

2°) ao escrever visualizamos com mais clareza aquilo que estava dentro de nós. A leitura do nosso escrito possibilita esse encontro “face a face” com aquilo que não entediamos bem. Esse encontro nos dá uma compreensão mais clara sobre a situação, nossos sentimentos e atitudes.
É importante ler o que se escreveu para não pararmos em um processo apenas de expressão, mas avançarmos para o de compreensão sobre o que se escreveu. A prática da escrita terapêutica não exige que você tenha um domínio culto da língua. Não se trata disso. Pouco importa se você escreve bem ou correto. A escrita terapêutica tem a ver com encontrar no papel a oportunidade de autoconhecimento e transformação das nossas experiências e isso a falta ou o exagero de regras gramaticais não pode mediar. O que importa é o conteúdo referente às nossas vivências. É preciso escrever sobre aquilo que é significativo, tem seu valor e importância para nós!
Alguns estudiosos vão pensar as contraindicações dessa prática. Às vezes, escrever sobre algo pode se tornar mais doloroso e ansiogênico, por isso, se assim for, a prática da escrita não é recomendável. É preciso que cada um experimente a escrita e esteja atento a como isso lhe impacta. Se te faz bem, continua. Se você não encontra bons resultados e isso só te coloca em mais conflito consigo, é bom pensar em outras possibilidades terapêuticas. O que não vale é fica acumulando sofrimento e passando por situações difíceis sozinho.
Então, qual a situação da sua vida que precisa de uma compreensão mais clara? Escreve.